A prova de que Deus é Mulher





Prestes a deixar a turnê de “A Mulher do Fim do Mundo”, criada a partir do disco homônimo lançado em 2015 e responsável por colocá-la, definitiva e tardiamente, como uma das principais vozes do País, Elza Soares despediu-se do álbum. Conta ela, ao telefone, recém-chegada a São Paulo, que conversou com o trabalho, como se fosse uma entidade com vida própria. “Pedi permissão a ele”, explica a cantora de 87 anos. “Foi algo muito importante na minha vida, então, precisava fazer isso. Agradeci, disse que ele havia sido incrível. Falei que iria encostá-lo ali um pouquinho. Foi bonito”.
O álbum, vencedor do Grammy Latino de melhor disco de MPB em 2016, foi o primeiro trabalho de Elza Soares com músicas inéditas. “Foi um presente”, ela lembra, ao ser apresentada ao material reunido pelo produtor Guilherme Kastrup, parceiro mantido por perto nesse novo momento. E Elza, agora, segue em frente. Caminha em direção à luz, depois de um álbum denso, de introspecção e um discurso bastante assertivo. 


Fonte: O Liberal/Magazine (Texto e Foto)

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