Arte Pará tem edição especial

Evento em 2017 terá trabalhos de artistas escolhidos por curadores



O maior salão de arte da região Norte do País terá, em 2017, um novo formato, com um elenco formado por artistas convidados pela curadoria. Em 2015 ocorreu assim, e nesta 36ª edição este formato é retomado, instituindo-se o sistema bienal para artistas selecionados através de edital. O evento inicia no dia 5 de outubro e segue até 30 de novembro, na Casa das Onze Janelas. O curador geral, Paulo Herkenhoff, diz que a lista ainda está sendo formada, mas a previsão é que sejam 20 os artistas convidados. Também curadora da mostra, Vânia Leal já tem seu núcleo curatorial estabelecido. O debate vai ser sobre a história da arte contemporânea, mulheres artistas na Amazônia, trajetórias e movimentos sociais. 
Nessa jornada com Vânia estão mulheres artistas paraenses, são elas Paula Sampaio, Walda Marques, Roberta Carvalho, Nina Matos, Berna Reale, Danielle Fonseca, Drika Chagas, Keyla Sobral, Tamara Saré e Elaine Arruda. A curadora diz que o tema do seu núcleo é inspirado no movimento “Manas” (Mulher, Arte, Narrativas e Ativismo). “Foi um momento importante para mim. Ao perceber e participar desse movimento local com tantas mulheres ativistas inspiradoras foi que meu núcleo para o Arte Pará 2017 se fortaleceu”, explica.
Uma tradição no cenário cultural paraense, o Arte Pará sempre causa expectativa entre artistas, educadores, curadores e todos que participam do evento. A diretora executiva da Fundação Romulo Maiorana e coordenadora geral da mostra, Roberta Maiorana, afirma que essa edição tem um propósito maior: alcançar um público fora da rota comum. A proposta é ampliar e buscar público diverso que ainda não frequentou uma exposição e promover a acessibilidade em larga escala. 
Ela diz, ainda, que o Arte Pará é resultado de todo um trabalho sincronizado e programado da equipe. “Espero que mesmo com todas as dificuldades que estamos vivendo no âmbito da arte e cultura, consigamos surpreender o público nesta 36ª edição. Desejo que cada vez mais o projeto se torne não só de arte, mas principalmente de educação”, reforça Roberta. Já o curador geral, Paulo Herkenhoff, que está à frente do Arte Pará há décadas, aponta um amadurecimento do salão. “O evento é uma síntese de várias possibilidades. Assume um papel extremamente instigante nestes 36 anos de existência”, acredita.

Fonte: Site de O Liberal Online (Texto e imagem)

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