Capanema: A origem nordestina e a afinidade com a quadra junina

Capanema: A origem nordestina e a afinidade com a quadra junina



Nos idos passados as quadrilhas roceiras davam colorido especial às festas juninas e como bem escreveu Carlos Amoras em muitas de suas reminiscências, a Praça Moura Carvalho era o palco das apresentações, juntando muitos grupos formados por pessoas que naquela época se encarregavam de fazer as festas, todas elas dotadas de alegorias e adereços alusivas ao tempo.
De lá para cá, muito já mudou, mas o ritmo contagiante ainda marca as evoluções dos grupos, mesmo com a sofisticação e o avanço da modernidade, fazendo com que as saias floradas e camisas coloridas enfeitem os brincantes que são os pares da dança da quadrilha.
Talvez eu não tenha tanto argumento para florescer as memórias dos leitores, entretanto, dá para fazer com que eles saibam que tempos atrás, Capanema também florescia com as festas que tanto se destacaram. Caminhando com a época junina, juntam-se as fogueiras, os balões, os fogos e o mingau de milho (esse ainda resiste ao tempo), passando pelas roupas de chita e chegando até os tecidos mais cobiçados do tempo de agora, tudo nos conformes.
Capanema, junho de 2017, período de 22 a 25, Praça 3 de Maio, local escolhido pela prefeitura para a realização do ‘Festival Junino’ que chamou a atenção de muita gente que foi assistir aos festejos, sendo que a dança de quadrilha esteve em evidência, contemplando expectadores de todas as idades e classes sociais que aplaudiram os grupos alegremente.
Novamente vou recorrer à história recente das festas juninas, para lembrar com saudosismo das quadras feitas com caibros e ripas, formando um retângulo adornado por pés de açaí e um traçado de bandeirolas coloridas, coladas em fios de plásticos ou cordas de manilhas, deixando um aspecto junino de verdade, pois o salão se transformava em passarela para os dançantes que se divertiam até o amanhecer do outro dia.
Como recordar é viver, nada melhor do que juntar o ontem ao hoje, fazendo com que a tradição seja mantida e todos nós possamos sentir o cheiro das palhas que enfeitaram as barracas construídas no meio da praça, dando o rigor para os festejos juninos na Capanema que tanto valoriza a origem nordestina, marcando o sangue que corre nas veias de tantos capanemenses.
É assim e assim será num futuro lá mais adiante, para que seja dada continuidade, sendo contadas as histórias do tempo de outrora, todavia, o espirito festivo continuará sendo valorizado. Quem viver verá! (PV)

Edição e digitação: Dinho Aguiar
Texto: Paulo Vasconcellos

Foto: Divulgação no Facebook de Angela Oliveira 

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