Feira do Livro - NO PAÍS DA POESIA, TRÊS JOVENS MOSTRAM SEUS VERSOS E RIMAS





Três poetas do Pará participaram do primeiro “Encontro com escritores paraenses”, na mesa com o tema “Jovens Poetas”, realizada no auditório Dalcídio Jurandir, no Hangar. O encontro foi mediado pelo jornalista Tito Barata que por mais de uma hora conversou com Laurenice Nogueira da Conceição, Maricio Borba Filho e Raphael Tavares

    Laurenice, contou que era de uma família muito simples vinda do sertão nordestino e que mesmo com todas as dificuldades desde criança via o pai, a mãe e as irmãs mais velhas lendo. “Meu pai, semianalfabeto, lia jornal e a Bíblia, minha mãe gostava de literatura e minhas irmãs liam pra mim mesmo antes de eu ser alfabetizada. Lembro que aos 7 anos, antes de entrar para a escola eu já recitava o poema “Pardalzinho” de Manuel Bandeira, e já me emocionava com as coisas do mundo. Essas são algumas lembranças mais antigas que tenho e com a certeza que a poesia vai me acompanhar até os fins dos meus dias”, disse a poeta.

    O outro participante foi Maurício Borba Filho, de 25 anos, é advogado, tradutor e escritor e o seu primeiro livro “Modos” ficou em 3º lugar no Prêmio de Poesia Belém do Grão Pará. É criador do selo de literatura Edições do Prego, voltado à poesia contemporânea, além de trabalhar com traduções de poemas.

    O jovem poeta Maurício Borba Filho falou que suas influências são, na grande maioria, estrangeiras, mas que o contato com a poesia surgiu aos 13 anos na biblioteca de casa e da escola particular onde estudava. “Tive a sorte de ter uma família que possui um grande acervo bibliográfico e isso me ajudou a conhecer muitas coisas. Eu curtia punk rock e lia as poesias do paraense Max Martins”. Sobre o uso das tecnologias, Maurício acredita que é um desafios da poesia a convergência dos meios para divulgação da arte. “Todos os meus texto, livros e poemas estão na internet. Acho que é uma ótima forma de mostrar o que fazemos como poetas”, contou.

    Raphael Soares, também de 25 anos, formado em Letras pela UFPA e mestrando em Letras pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Já publicou contos e poemas em diversas antologias e publicou seu primeiro livros “Ensaios de Trompete: Rafes”, em 2016. Ele pensa que a poesia nada mais é do que o uso não funcional da língua. Diante disso, ele levantou o questionamento: qual a razão de consumir a poesia? “Para essa pergunta, eu não tenho resposta”, disse o jovem. Influenciado pela poesia do século XIX, ele conta que começou a se interessar pelo assunto depois que ouviu uma professora declamar Augusto dos Anjos, dentro da sala de aula aos 13 anos de idade. “Ela recitava com tanta paixão que foi a partir de então que não parei mais de viver a poesia.

    Mesmo com estilos e influencias diferentes, os três poetas, que nunca tinham se conhecido, acreditam que trabalhar com poesia é a melhor escolha que fizeram na vida. Eles concordaram que sempre vai existir alguém fazendo poesia para alguém que precise dela. Os poetas finalizaram recitando poemas e aplaudidos pelo público que ficaria a noite toda falando sobre poesia.

Próximos encontros

30 de maio
Mesa: Literatura Infantojuvenil no mundo contemporâneo
Com Alfredo Garcia, Maciste Costa e Jorginho Quadros, com mediação de Célia Jacob.

31 de maio
Mesa: Formas Breves em Prosa
Com Fernando Gurjão Sampaio, Anselmo de Souza Gomes e Carlos Henrique Valente Moraes, com Mediação de Elaine Oliveira.

Texto: Erika Torres
Foto: Eunice Pinto

Serviço: XXI Feira Pan-Amazônica do Livro
Período: 26 de maio a 4 de junho de 2017
Local: Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia
Horário: 10 às 22h00
Entrada franca

Programação completa em: www.feiradolivro.pa.gov.br

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