O canto da natureza no rítmo do carimbó e nas letras de Ilma Farias


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Crônica da Atualidade - Por Paulo Vasconcellos

Um dia o poeta me falou que em Peixe-Boi, além do melhor clima, tem também artistas que cantam a natureza, embolam cordéis, dançam nas grandes festas, se banham no rio e enfatizam a cultura como ela bem merece. Outro dia, outro poeta me falou que as raízes plantadas naquele chão foram produções de semeaduras feitas em solo arenoso nos espaços sombrios, assim por diante.

Quem escreve e canta a natureza, tal-qualmente o letrista Orlando Lobato, que de simples compositor, passou a condição de cantor e agora é “Mestre de Carimbó”, sabe-se que a valorização da cultura é permeada por somatórias que subordinam a crescente verve literária de quem se destina a contar algo fascinante que abastece sobremaneira o intelectual daqueles que se dispõem a trovar seja lá como for.

Convicto estou de que essas raízes estão cada vez mais sólidas e eis que surge uma ideia genial da escritora Ilma Farias, fazendo comparativos as letras de Orlando, dando a ele de presente, uma obra que conta parte de sua carreira artística.
Nada se sobrepõe a força divina, mas a literatura tem reservadas suas proporções dando a cada autor, sabedoria necessária para discernir sobre temáticas que influenciam além do que é permitido. Procurei dissertar sobre a forma com o que existe de mais simplório nas minhas palavras e encontrei substantivos e adjetivos capazes para associar a importância que tem uma obra literária, principalmente quando ela é construída com muita garra.

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Considerando que a Academia Capanemense de Letras e Artes/ACLA é entidade que ampara não somente os seus acadêmicos, pela segunda vez coordena o lançamento de um livro editado por quem não mora em Capanema, destacando o escritor Wlademir Ferreira e agora a escritora Ilma Farias, que ontem esteve na cidade lançando seu livro: “Orlando, vamos prá festa!, numa menção parceira da ACLA em evento prestigiado por moradores de Capanema e Peixe-boi.

Façamos nós, menções meritocráticas para quem se arvora e se destina a dar destaque ao que faz, tendo na literatura uma esfera capaz de nortear qualquer que seja o rumo a ser tomado. Aplausos são múltiplos para a ACLA, para a escritora Ilma e também para quem prestigia eventos que mensuram a dimensão que a literatura proporciona a seus entes, entre eles o leitor.

Quero dar muitos salves e aplaudir também todos os que amam a literatura, como eu, com afinados coros para a poesia sobretudo. Que o legado deixado pelo poeta Castro Alves, literato que dá titularidade ao ‘Dia Nacional da Poesia’, comemorado em 14 de março, sustenta a persistência que muitos outros têm mantido para que a poesia seja cada vez mais, instrumento que cultua as nuances e lisonjeia seus praticantes.


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Vamos comemorar este Dia com entusiasmo, reflexão e muita poesia!

**O autor é escritor e poeta, integrante da Academia Capanemense de Letras e Artes/ACLA, ocupante da Cadeira nº 5, também integrante da Literária Acadêmie Lima Barreto/LALB, titular da Cadeira nº 15

Edição e Digitação: Dinho Aguiar
Texto: Paulo Vasconcellos
Fotos: Dalva Vasconcellos

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