Uma história de amor com o cinema

Pedro Veriano completa 80 anos hoje como um dos principais nomes da sétima arte no Pará. E ainda na ativa.


Pode se resumir a um amor incondicional o que Pedro Veriano até hoje sente pelo cinema. O
médico Pedro Veriano Direito Alves se transformou em uma das maiores referências quando se trata de crítica da sétima arte no Pará. Ao completar 80 anos hoje, ele demonstra a mesma paixão que o menino que vivia no cinema vendo filmes em película, mas sendo uma enciclopédia sobre a sétima arte. Ninguém imaginaria que o menino que teve medo ao assistir “Branca de Neve e os Sete Anões” não se contentaria em ser espectador, depois cinéfilo, crítico e, por fim, cineasta. Além de cultura, a vida dedicada ao cinema rendeu uma profissão, amigos e um casamento com Luzia Miranda Álvares – também apaixonada por cinema.
“Comecei a gostar do cinema e ia ver mais filmes do que os dias que tem no ano. Assistia mais de um filme por dia, eram mais de 360 filmes por ano. Depois eu comecei a exibir filmes em 16 milímetros, em seguida eu comecei a filmar, e exibir filmes na garagem de casa - o Cine Bandeirante. A partir de 1951, justamente no dia nove de agosto (data do aniversário) comecei a filmar. Filmei muita coisa, já perdi muitos filmes, pouca coisa sobreviveu”, relembra.
Os amigos e admiradores enxergam facilmente o amor incontido de Pedro Veriano pelo cinema. “Ele ainda é aquele menino ou adolescente, que não perde o brilho nos olhos pelo cinema. Aquele brilho nos olhos de quando a gente é muito novo, ele está cada vez mais atuante, melhor, mais influente, ele entende de cinema. É importante ter alguém como ele aqui conosco”, resume o pupilo Marco Antonio Moreira, 50 anos, atual presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), que não esconde que Veriano foi um dos seus mestres.
Ao longo da história Pedro escreveu três livros sobre o assunto “A Crítica de Cinema em Belém”, “Cinema no Tucupi” e “Fazendo fitas: memórias do cinema paraense”. No mês de seu aniversário, ele se prepara para lançar o quarto título, desta vez, uma autobiografia intitulada “Médico direito e o monstro cinematográfico”, no dia 23 deste mês, às 18 horas no Cine Olympia. O presente será dos amantes do cinema. “Começo com minha odisseia como médico e na outra parte do cinema, passando por desde quando comecei a me interessar por cinema, tudo o que vi, filmei, e termina com os filmes que não cheguei a fazer não consegui, às vezes por falta re recursos”, revela.

Edição: Roberto Lisboa
Fonte: O Liberal/Magazine

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