CRÔNICA DA ATUALIDADE



A Amazônia, suas potencialidades e amparo a biodiversidade

         Falar sobre a Amazônia pode ser considerado desafio para quem quer exemplificar a potencialidade de uma região cobiçada pelo setor explorador, mas não tão valorizada o quanto deveria ser. Ressalta-se que mesmo com as riquezas existentes na Amazônia há aqueles que preferem expurgar os quesitos da potencialidade em vez de impulsionarem a camada do desenvolvimento com mais compromisso e reconhecimento pela representatividade que a diversidade amazônica coloca ao alcance de todos, desde o mais simples artesanato até as grandes produções industriais, tudo isso somado a vontade do desenvolvimento de políticas públicas capazes de atender de sobra as demandas ocasionadas pela falta de responsabilidades social, econômica e progressista.
         As riquezas da Amazônia subsidiam plataformas montadas a partir da construção de alicerces naturais, pois o solo amazônico multiplica em percentuais incalculáveis o potencial que aguça a cobiça, entretanto, causa dúvidas e muitas vezes há propagação negativa sobre o futuro da maior área existente no planeta. É claro que excluindo os pensamentos de quem é descompromissado e somando-se os projetos visionários, certamente o resultado estabelece credenciais de crescimento, criando veias que fortificam a cadeia produtiva em todas as circunstâncias.
         O desfavorecimento das condições socioeconômicas aparece como vilão na sustentabilidade de ações contínuas que façam da Amazônia o eixo firme da biodiversidade, ampliando dimensões qualitativas e quantitativas que visem a elaboração de estudos aprofundados para colocar em primeiro plano tudo aquilo que é presente e se torna essencialmente favorável ao crescimento global da Amazônia em todas as suas vertentes, cujas camadas que compõem a biodiversidade recebam atendimento eficaz, caso contrário vão continuar a serem empregados adjetivos correspondentes a lamentações e ausência da responsabilidade social, sobretudo o que diz respeito as ações governamentais.
         Todas as lutas para conquistas de objetivos positivistas para a Amazônia são necessárias e foi neste sentido, tentando correlacionar o potencial da biodiversidade com os avanços socioeconômicos necessários, que o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada organizou em dezembro de 2009, o seminário “Potencialidades Econômicas da Biodiversidade Amazônica: Desafios e Oportunidades”. No evento, o IPEA (representado pelo seu Presidente Márcio Pochmann, e pela Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais – DIRUR) e a Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE (representada pelo Ministro Samuel Pinheiro Guimarães) reforçaram a importância do esforço que o atual governo vem realizando em elaborar um projeto de desenvolvimento para o País no longo prazo, no horizonte do ano 2022. Para tal, Pochmann ressaltou que o Brasil precisa realizar um acompanhamento contínuo das especificidades regionais, e que as políticas públicas para a Amazônia não devem simplesmente copiar o modelo de desenvolvimento produtivo paulista. No mesmo sentido, Guimarães abordou a necessidade de uma articulação institucional mais efetiva, e que o Plano Amazônia Sustentável busca prospectar, no potencial da biodiversidade, oportunidades econômicas sustentáveis – como produtos fármacos, agricultura (manejo florestal) e cosméticos. A Diretora Liana Carleial (DIRUR) indicou que o IPEA conta com 17 técnicos para estudar a Amazônia, propondo projetos de desenvolvimento para a região. José Aroudo Mota (Coordenador de Meio Ambiente da DIRUR) destacou a importância da Amazônia como celeiro de riquezas (além de representar 59% do território do País), e que o IPEA buscará conhecer mais bem a região, através de expedições em conjunto com a SAE.
         Por incrível que pareça, a biodiversidade amazônica tem influência em quase todos os meios possíveis para a sobrevivência e os costumes alimentares também se enquadram, pois as riquezas naturais permitem as opções diversas, comportando-se como termômetro acessível a qualquer que seja a alternativa. Por essa razão, acrescenta-se a esse texto alguns aspectos sobre a preocupação do IPEA que estabiliza condições de alertas para que a Amazônia, considerada o pulmão do mundo, não seja apenas figurante no mapa mundial. Tratar a Amazônia com base na sua potencialidade e nas perspectivas de futuro, significa compromisso de cada cidadão que conhece a importância de uma região que além do Brasil é responsável também pelo desenvolvimento de outros países. (PV).

P.S – Esperei alguns dias para publicar esse artigo, tendo como base a sustentabilidade da Região Amazônica. Fiz pesquisas e aglutinei as informações, principalmente por atravessarmos um momento em que muito se fala sobre a divisão territorial do Pará, Estado com potencialidades diversas e representatividade amazônida. Ressalto também que esse artigo foi inserido em um trabalho acadêmico da turma de Engenharia de Produção da UNAMA/Belém, defendido pela estudante Anna Paula dos Santos Vasconcelos, na matéria “Demandas Amazônicas”. Ressalto ainda que o trabalho rendeu nota máxima a aluna, consolidando o uso de uma retórica simples e verdadeira sobre a Região mais cobiçada do Planeta. (Paulo Vasconcellos – autor da matéria).




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